sexta-feira, 6 de março de 2009

Mulher tira a blusa para entrar em banco - Dia 8 não aceite botão de rosa. Exija respeito.

A empregada doméstica Doralice Muniz Barreto, 44 anos, afirma que só conseguiu entrar na agência do Banco do Brasil da rua da Padroeira, no Centro, depois de tirar a blusa e ficar de sutiã. Ela teria sido barrada pelo menos cinco vezes pelo mecanismo de segurança da porta giratória do banco.O caso ocorreu anteontem, quando Doralice procurou a agência para descontar o cheque de suas férias, entregue pela pessoa para quem trabalha há 14 anos. Ela vai entrar na Justiça para requerer uma indenização por danos morais.Na agência, ninguém está autorizado a se pronunciar. Um funcionário disse que somente a assessoria do Banco do Brasil poderia responder. A reportagem do BOM DIA ligou várias vezes, entretanto, não obteve retorno até o fechamento desta edição.Em dezembro de 2007, a aposentada Franci Guedes Ferreira, 63, também passou por situação semelhante. Ela afirmou ter sido obrigada a tirar a blusa para entrar em uma agência do banco Santander, em Itupeva. O casoMãe de cinco filhos e avó de quatro netos, Doralice afirma que foram os piores 15 minutos de sua vida. “Sempre vou lá descontar cheques e faço o mesmo procedimento. Cheguei já colocando no compartimento de segurança meu celular e duas chaves.”Porém, sem sucesso, ela insistiu. Jogou todos os itens da bolsa no chão, deixou uma sacola com comida de lado, levantou a blusa na altura da barriga e, frustrada, foi embora. “Eu desisti, mas olhei no relógio e ainda eram 15h30, então resolvi voltar, porque luto pelos meus direitos.”Ao retornar, novamente foi barrada. Repetiu os procedimentos anteriores. Chorando, ela só escutava os seguranças dizerem que ainda “tinha metal”.“Eu disse a eles que a única coisa que me restava era minha roupa e ouvi que ‘o problema era meu’, então tirei a blusa, daí a porta se abriu”, afirma. “Eu estava tão nervosa e envergonhada que só gritava que era um absurdo poder entrar ‘pelada’ e com roupa, não. Foi preconceito.”A doméstica foi amparada por clientes do banco, que a acalmaram. Apesar de ter sido chamado, o gerente da agência, cujo nome não foi informado, não apareceu. Doralice tentou registrar um boletim de ocorrência, mas foi informada no plantão policial da avenida 9 de Julho que, como não houve agressão física, nada tinha a fazer. O delegado seccional assistente, Orlando Raul Pavan, explica que a polícia não tem a obrigação de registrar a ocorrência quando não há crime previsto no Código Penal. “O registro do boletim é facultativo nesse caso.”

http://www.bomdiariopreto.com.br/

COMENTARIO

Essa situação humilhante aconteceu comigo que sou professora, aconteceu com a senhora Doralice que é empregada domestica e acontece todos os dias nas agências bancarias em todo Brasil. Sem um guarda volume para deixar nossas bolsas ficamos sendo alvo dos olhares como se fossemos assaltantes. Entendo a revolta da senhora Doralece. Não ter conseguido fazer o BO é que as mulheres tem seus direitos violados e com certeza ela será acusada de sofrer de problemas mentais. É assim com toda mulher que exige seus direitos. Não aceito botão de rosa vermelha no dia 8. Quero ser respeitada, apenas isso.
Maryah Cydah Abrantes Martiniano Ferreira - Professora e escritora

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