sexta-feira, 6 de março de 2009

Dia 8 não quero ganhar um botão de rosa vermelha. Quero respeito, apenas isso.

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
Um levantamento do governo federal aponta 169 mil denuncias de agressões contra a mulher no Brasil em 2008. De acordo com os dados e cálculos baseados nas denuncias e ocorrências policiais as mulheres são vitimas de 97,1%, das agressões sendo que (64,9) é agredida diariamente dentro de casa pelos companheiros. A violência contra a mulher se espalha contagiando e se tornando uma espantosa epidemia. Os namorados, maridos e companheiros batem, ateam fogo, esfaqueiam, jogam pela janela, baleiam, estupram, exploram, ameaçam, matam, envenena os filhos para punir a mãe. E não adianta reclamar. Essa lei Maria da Penha é uma afronta. A mulher foi agredida, ficou paraplégica, o processo se arrastou por 25 anos, ela recebeu 60 mil reais de indenização do estado e acha que foi feito justiça? A palavra da mulher não tem valor. É um grito que ecoa no deserto. Hoje as mulheres lutam umas contra as outras. São capazes de fazer BO para prejudicar outra mulher, se submetem a serem amantes de homens comprometidos e casados. Acham que estão sendo espertas e guerreiam contra a companheira que é vitima de um cafajeste quando conseguem o (troféu) passam a sofrer as mesmas humilhações. As mulheres são ingênuas. Os homens salvo (raras exceções) enxergam a mulher como objeto descartável. A inteligência da mulher esta sendo menosprezada, é desperdiçar tempo tentar conscientizar os homens, eles lideram em todas as camadas sociais e cometem barbaridade com suas companheiras. As mulheres têm que escolher ou continuam sofrendo caladas ou se unem para se protegerem. É humilhante em um julgamento onde esta em questão a violência contra a mulher, observar o descaso, eles distorcem o foco e a mulher é tratada como depressiva portadora de distúrbio mental e o agressor passa de réu a vitima. A menina de 15 anos colocada em uma cela com mais de 20 homens, foi barbaramente estuprada na cidade de Abaetetuba no estado do Pará. Os representantes da lei só faltaram dizer que a menina estuprou os presos, foi acusada de sofrer de problemas mentais. A garota estava envolvida com o crime, mas nem por isso foi justo coloca-la numa cela com mais de 20 homens. Se a mulher é pobre, escutam com desdém. Se for de classe média, é considerada apaixonada pelo agressor. Se for de classe alta, vai reclamar para quem? O agressor tem influencia e dinheiro para subornar. Sofrem até serem mortas, casos que não entram para as estatísticas, acidentes, assaltos forjados são considerados fatalidades e arquivados. A mulher sai no prejuízo. Foi estuprada? É culpada porque usava roupa provocante. Quando é agredida com socos e ponta pés, esta querendo chamar atenção, foram apenas uns tapinhas. Sei foi explorada, estava cega de paixão, assinou uma procuração com plenos poderes por livre e espontânea vontade. Agressão psicológica? Isso é paranóia. Palavras de baixo calão? Isso não dói. Esta sendo ameaçada? Esta inventando. Só esta reclamando agora por despeito. Acusar a mulher de sofrer de problema mental virou moda. Por ter ficado três anos e 28 dias na fila de transplante de fígado do HB e ser portadora de Síndrome de Sjogren (doença reumática) fui acusada dessa grotesca injuria, pedi encaminhamento para psiquiatria do Hospital de Base de São José do Rio Preto. Será que terei que usar o laudo junto com meu RG e CPF toda vez que questionar meus direitos? Um leigo pode pesquisar na internet e dar o diagnóstico? Não quero botão de rosa vermelha no dia 8 de março. Quero respeito, apenas isso.
Maryah Cydah Abrantes Martiniano Ferreira.

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