domingo, 27 de julho de 2008

NÃO DISCRIMINE E NEM IGNORE OS DEFICIÊNTES

Dia 13 de Junho fui submetida a duas cirurgias no pé direito. Tentei andar com muletas, com andador não deu certo. Uma nova amiga que conheci na Bienal do Livro 2008 aqui em Rio Preto veio visitar-me com meu amigo Psicólogo José Caíres Colichio e rapidamente Eva conseguiu emprestada esta cadeiras de rodas que foi minhas pernas nesses quase dois meses. Pude sentir a solidariedade e a discriminação. No Mercado Municipal local que frequento desde que conheci Rio Preto. Sempre tomei café da manhã na mesma pastelaria mais ou menos uns seis anos, sempre fui muito bem atendida pela dona e pelos funcionários. Eu aguardava a chegada de amigos e havia pedido suco e pastel. O dono da pastelaria vendo que fazia algum tempo que estava sentada no canto pois havia pedido autorização a sua esposa pois estava de muletas e não poderia ficar de pé. Ele perguntou se eu ia demorar muito ali, ele disse grosseiramente e para os poucos clientes que estavam no recinto ouvir que vive do que ganha ali fez um gesto estalando os dedos.
Não respondi. Sou educada. Também não iria chamá-lo de jumento seria uma ofensa para o animal simbolo do nordeste brasileiro. Paguei o que havia consumido, cancelei o pedido e sai praticamente cambaleando até a outra pastelaria onde fui apoiada por um senhor muito gentil que me acomodou em uma banqueta e pediu atendimento vip. Eu estava chocada com a atitude insolente daquele comerciante. O senhor gentilmente me disse: Olha quanta gente aqui esperando e lá esta quase vazio. Fui muito bem atendida e ganhei um novo amigo que depois descobri tratar-se de um dos mais conceituados advogados de Rio Preto. Meu professor da Microlins vem me buscar em casa e vem trazer-me de cadeira de rodas, pessoas na rua pararam o carro para me ajudar, uma garota deixou o carro e foi empurrando a cadeira até o Mercado Municipal. Encontrei muitas pessoas solidarias. Mas infelizmente encontrei o bucho de barril de chopp que achou que pelo fato de eu estar com o pé enfaixado e com muletas ia espantar a freguesia. Ele precisa vender pasteis para sobreviver. Graças a DEUS sou professora aposentada e posso gastar em outra pastelaria e continuar fazendo novos amigos. Ele disse para um amigo meu que eu chego na pastelaria dele as 8 da manhã as saio as 13 horas. A LEI SECA deveria ser ampliada para quem vende bebida alcoólica. Olho pequeno e encharcado de cerveja confundiu dizem que loira e japonês é tudo igual ...?
Nem em salão de beleza eu fico 5 horas. Meu tempo é precioso, procuro usá-lo da melhor maneira possível.
Eu não vou processá-lo por discriminação em consideração a esposa dele que é minha leitora e dá um duro danado naquela pastelaria.
Você que tem qualquer tipo de deficiência e for discriminado não deixe passar em branco. Processe por danos morais.
Maryah Cydah Abrantes Martiniano Ferreira

1 Comentários:

Blogger N. Rogério disse...

olá Mariazinha! Estou indignado com este texto. Esse senhor deveria aprender o que é o sentido de amizade, para com as pessoas, para com os clientes. Fazer isso a uma cliente de tantos anos??? Oxalá que fique sem clientes, para saber a dar mais valor ás pessoas. Beijos para si e as melhoras!

16 de setembro de 2008 19:52  

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