segunda-feira, 14 de julho de 2008

Um casal de nordestinos do qual eu me orgulho de ser filha.

Li a matéria da jornalista Renata Fernandes 10/10/07 e fiquei refletindo. O ser humano não foi feito para ficar só, mas é difícil viver juntos por anos e anos. Vivenciei a experiência com meus pais nos 55 anos de casamento. Começaram a vida da estaca zero e construíram uma família com seis filhos. Muito trabalho, educação rígida. Eles enfrentaram muitos desafios. Os dois conseguiram realizar o sonho de todo nordestino. Um pedacinho de chão, uma bela casa, muitas criações, carro zero na garagem. Uma história que começou em uma estação rodoviária no sertão nordestino. Analisando o dia-a-dia parecia que do saldo bruto não iria sobrar quase nada em termos de relacionamento amoroso. Acompanhei os últimos dias de meus pais juntos, minha Mãe morreu no dia 14 de março de 2007. Parei para fazer um balancete. E pude conferir o resultado. Ficaram mais unidos, mais cúmplices, mais solidários. A preocupação de um para com o outro era mútua. Acredito que o saldo do amor líquido superou a expectativa. As labaredas da paixão podem diminuir com a idade avançada, mas é muito importante é que o braseiro continue aceso e não custa nada dá uma assopradinha... Eu acredito no amor quando é alicerçado sobre a rocha da verdade, olhos nos olhos, mãos nas mãos. Se você quer uma pessoa para caminhar junto, não fique pensando em relacionamentos que fracassaram. Nem julgue pela aparência. Assim como os dedos da mão não são iguais, existem homens e mulheres honestas querendo apenas ser feliz. É um direito meu, seu e de quem acredita no amor. Não deixe seu sonho virar fantasia. Procure vivenciá-lo no seu dia-a-dia. Amar com certeza é a melhor terapia. Pense nisso!!!
Maryah Cydah Abrantes Martiniano Ferreira
Autora

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